Como estamos validando: um bot no Slack
Se você ainda não conhece a Be My Mentor, deixa eu te dar um contexto rápido: estamos construindo uma rede social universitária onde estudantes trocam mentorias entre si, ganham horas complementares por isso e, de quebra, criam conexões reais dentro do campus. Você pode ler tudo sobre a ideia no nosso primeiro registro.
Agora, o que aconteceu essa semana.
A pergunta que mais nos fazemos internamente é: como validamos isso o mais rápido possível, gastando o mínimo de energia possível? E foi tentando responder essa pergunta que chegamos em uma decisão que, na superfície, parece estranha: não vamos lançar uma plataforma ainda. Vamos validar a ideia por um bot no Slack.
Parece loucura, mas faz todo sentido. Os estudantes do Inteli já estão no Slack. Criar uma plataforma separada seria criar fricção desnecessária antes de saber se a proposta de valor funciona. Um cara muito foda que conhecemos no caminho jogou isso na nossa cara de forma bem direta, e foi exatamente o que precisávamos ouvir.
O bot foi desenvolvido em JavaScript, funciona por comandos e já está rodando em um workspace próprio. O código está aberto no GitHub. O nosso foco não está em validar a plataforma inteira, é validar o ponto de entrada: estudantes vão trocar conhecimento com o incentivo das horas complementares? É somente isso que queremos responder no momento.
Fora da tela: o que aprendemos no New Journey
Faz umas semanas que a gente decidiu que precisava de prática em falar sobre o que estamos construindo, então fomos até a Serena Cafeteria puxar papo com o Rodrigo Terron, um cara de VC e dono da casa. Era pra ser só uma conversa. No meio dela, ele acabou nos chamando pra ser voluntários no New Journey.
Detalhe que ainda não contei aqui: naquela época a gente estava na pira de uma startup de créditos de carbono, que deu errado pra caralho. Mas o convite ficou de pé. E o New Journey, a propósito, é um evento onde founders dão lock in por 2 dias na ideia, com mentorias e palestras da manhã até a noite.
Lá, dois encontros ficaram.
O primeiro foi com o Daniel Lima, founder do AbacatePay, com quem conversamos justamente sobre build in public, que era a dúvida que a gente mais tinha. Se hoje eu sei fazer isso direito? Sendo honesto, acho que ainda não. Mas seguimos tentando ser menos ruins a cada dia.
O segundo foi uma palestra do Diego Barreto, CEO do iFood, que disse algo óbvio de se escutar, mas difícil de manter na cabeça: “escolha um único ponto pra ser o melhor do mundo e vai fundo nele”.
O nosso ponto agora é o crescimento da Be My Mentor, garantindo que conseguimos mobilizar pessoas para trocar conhecimento entre si. É nisso que a gente quer ser foda primeiro. Não sei se vamos conseguir ser os melhores do mundo nisso, nem se isso aqui vai virar um futuro de verdade, mas vou fazer de tudo pra dar certo.
O maior desafio do momento
Modelo de monetização. Esse é o elefante na sala de qualquer rede com economia circular. Quem paga?
Já descartamos cobrar por acesso a estudantes de outras universidades, pois isso criaria uma barreira artificial na rede, o que vai contra tudo que estamos construindo. Anúncios? Possível, mas chato. Freemium? O Bruno torce o nariz. Patrocínio? Depende de escala que ainda não temos.
Temos algumas hipóteses em avaliação. Vamos trazer mais sobre isso no próximo registro.
Próximos passos
- Rodar o bot com os primeiros usuários reais no Inteli
- Realizar algumas reuniões com o núcleo acadêmico do Inteli e profissionais de áreas estratégicas
- Apresentar o sistema de validação de horas complementares (spoiler do próximo registro)
Até a semana que vem.
Cauan & Bruno
Nos ajude a continuar buildando
Estamos rodando uma pesquisa para entender melhor o que vocês precisam. Leva poucos minutos e faz muita diferença para nós.

