Faculdade, startup e build in public, tudo ao mesmo tempo
Tocar um build in public enquanto fechamos um módulo do Inteli não foi nada trivial. A gente tinha que estudar pra prova, produzir vídeo e planejar posts. Na quinta (8), lançamos um vídeo no YouTube mostrando um pouco dessa rotina caótica.
A prova pesava. A prova do módulo tinha 21 questões, duas dissertativas. Eu e o Bruno somos bolsistas, e a bolsa depende do desempenho, então não dava pra ir mal.
Um dia normal: a gente ficava umas 5 horas reunido, trabalhando e buildando.
O resultado: a gente precisava de algo perto de 4 ou 5 e tirou aproximadamente 9. Mas vamos ser honestos: demos pouco tempo pra uma prova importante. Foi uma escolha, porque a startup era o que mais pedia o nosso tempo, e deu certo dessa vez. Nas próximas, exige um maior ponto de atenção.
O que mais cansou: não foi a prova, e sim as reuniões. Nossa média é de duas a três por dia, e depois de umas 15 seguidas a gente perde o clima. Teve uma em que faltavam 15 minutos pra acabar e a gente já estava morto: eu não falava, ele não falava, só ouvia. Tem também o desgaste de fazer o pitch toda hora e responder as mesmas perguntas.
Como a gente dividiu: as reuniões, os dois juntos. O Bruno na parte técnica, implementando o e-mail pra newsletter. Eu no build in public: vídeo, Reels e marketing. Pra não se perder, o Notion e o grupo do WhatsApp.
As mensagens de LinkedIn que nunca foram respondidas
Esse foi talvez o nosso principal erro até agora. A gente precisava conversar com gente pra extrair feedback, e mandou mensagem pra 15 pessoas: recrutadores de talentos, CEOs de startups (na esperança de uma parceria) e influenciadores de tecnologia. Eram mensagens personalizadas, depois de olhar o perfil de cada um, e todas terminavam no mesmo pedido: será que a gente consegue marcar uma call de 15 minutos?
Quando a pessoa não respondia em dois dias, eu esperava ela aparecer como ativa e mandava outra mensagem, pra ter mais chance. Foram pelo menos três por pessoa, e parei na terceira pra não ficar chato, nem pra elas nem pra gente.
A gente sabia que a maioria não ia responder, mas esperava pelo menos uns três retornos. O que recebemos foi isso: … … … …
Algumas mensagens foram visualizadas, outras nem isso. Não teve nenhum “não” claro, só silêncio. Até algumas pessoas próximas não responderam. Nenhuma call veio do LinkedIn. As que rolaram vieram de contato por WhatsApp.
O que a gente aprendeu:
- A expectativa estava muito acima do razoável. Talvez foi ingenuidade achar que o jeito que a gente estava fazendo ia dar certo. A gente nunca tinha feito isso antes.
- Nem sempre a gente vai receber um sim. Às vezes não vai receber nada.
- O contato pessoal funciona muito melhor. Em eventos e conversas presenciais a gente tem tido um retorno bem melhor do que com público frio que só se conecta no LinkedIn.
- O silêncio atrapalhou a validação. A gente precisava conversar com muita gente pra validar a tese antes de colocar o MVP de pé, e vamos começar a colocá-lo de pé sem todo o arcabouço de negócio que poderia ter. É uma realidade, e a gente fica de olho nisso.
Veja como foi nos bastidores
A gente produziu um vídeo no YouTube contando um pouco mais sobre como foi tocar um build in public no meio da correria do módulo. Se quiser ver essa rotina caótica de perto, é só acessar:

