Be My Mentor
Atualização · Registro nº 3

Abrindo a caixa-preta: o que decidimos essa semana

Cauan & Bruno · Registro nº 3

Essa edição é puro relato de bastidor.

A conversa com o Inteli

Essa semana conversamos com a coordenação do Inteli sobre as horas complementares, com a pessoa responsável por essa questão dentro da faculdade. Uma coisa ficou muito clara: o Inteli está disposto a aderir a uma solução como a nossa, mas quer respaldo suficiente pra confiar nela.

Pensa assim: quando um aluno chega com um certificado de um congresso, a faculdade está confiando naquela instituição, confiando que o aluno realmente esteve lá e fez aquilo. É essa mesma credibilidade que eles querem da gente. E como a gente constrói isso? Mostrando como funciona por dentro, abrindo a caixa-preta do nosso sistema de verificação pra eles confiarem de verdade na solução.

Ficou nítido que agora o jogo é muito mais sobre construir algo em que eles possam confiar do que sobre burocracia.

Outra descoberta da semana é que precisamos de um CNPJ pra sermos uma entidade reguladora capaz de emitir certificados de horas. Encontramos um programa do governo que facilita esse acesso pra empresas que faturam até R$ 16 milhões por ano, o que nos encaixa perfeitamente. Então dá pra conseguir isso sem gastar praticamente nada.

Ainda estamos decidindo em qual categoria de horas complementares vamos entrar (hoje olhando pra algo próximo de cursos online ou atividades extracurriculares) e desenhando o modelo de metadados do certificado rastreável, onde a pessoa vai conseguir acessar todo o retrospecto dela como mentora e mentorada.

Como funciona a validação das horas

A ideia original do sistema de validação era simples: receber o áudio da mentoria, transcrever e analisar em três camadas. Primeiro, um algoritmo determinístico checa se tem algo suspeito. Se tiver, vai pro segundo nível: uma análise por LLM, julgando o conteúdo. Se ainda restar dúvida, vai pra análise humana.

Só que vamos ter que pivotar um pouco, porque agora também precisamos rastrear as skills envolvidas, identificar quais habilidades cada pessoa demonstrou e, de forma mais opcional, avaliar quão boa foi a mentoria. Isso ainda estamos desenhando.

No geral, é isso: depois dessas análises, o sistema gera um relatório que recomenda se o áudio vale ou não como mentoria válida.

Sobre monetização: o que decidimos (e o que descartamos)

Tivemos uma conversa longa com uma recrutadora de talentos que nos contou algumas coisas interessantes. A primeira: hoje é extremamente difícil pra ela acessar estudantes pelo LinkedIn, muitas vezes o aluno nem está lá, e o próprio plano pago da rede não compensa pro trabalho dela. A segunda: o mundo ideal pra ela seria abrir uma vaga e já ter 4 ou 5 indicações de um perfil ideal esperando. E a gente pensou: "poxa, é exatamente isso que a gente vai conseguir traçar".

Numa conversa recente com o professor do MIT, ele nos disse que esse modelo é muito mais robusto que o anterior: "agora sim isso tem cara de negócio". Ele não disse que está perfeito, longe disso, mas reconheceu a evolução desde a última reunião. E a gente quer levar uma evolução ainda maior pra próxima.

Decidimos que nossa monetização provavelmente vai ser majoritariamente B2B, mostrando o valor da solução pra empresas de recrutamento e profissionais de RH. Ainda estamos deixando esse modelo mais robusto, mas já está claro que esse é o caminho da Be My Mentor: ser a ponte entre o estudante universitário e o mercado de trabalho.

A gente também testou outros modelos, como freemium, anúncios e cobrar do próprio estudante, e descartou o freemium. Cobrar do estudante contradiz totalmente o nosso propósito. A gente já sabe que a galera não tem dinheiro, e cobrar pra acessar conhecimento fecharia ainda mais essas bolhas universitárias, o oposto do que a gente prega desde o dia 1.

E aqui vai a parte que mais importa: a Be My Mentor não surge só pra ser uma ponte com o mercado de trabalho. Isso é incrível, é sensacional, e a gente vai fazer isso. Mas a gente surge na esperança de que o aluno que não consegue acessar pessoas por causa das bolhas da universidade fure essa bolha. Sem piedade. Que os alunos consigam interagir entre si e trocar conhecimento livremente.

Isso é propósito. É por isso que a gente se levanta todos os dias e faz o que faz. A gente não quer só "olha que empresa, que aluno gente boa": a gente quer que o feedback principal seja "cara, eu criei amigos por conta da Be My Mentor". Se a gente conseguir isso, eu vou acordar muito feliz, porque no final das contas tudo é propósito. E esse é o nosso.

Bastidores: o Fórum de Startups

Vou contar como foi o TDC. Começa pela manhã: peguei um Uber com o Gabriel da Academy até o Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo.

Chegando lá, tinha uma fila enorme, mas fizemos o cadastro, pegamos o crachá e entramos. O evento tinha uma porrada de estandes e um espaço bem legal com várias palestras simultâneas no mesmo palco: você escolhia qual ouvir usando um fone acoplado à cadeira.

Tinha estande de AWS, IBM, até uma marca de maquinário agrícola, e o Fórum de Startups, onde entramos. Lá tinha um coffee muito bom, pão de queijo e doce de pão de mel pra caramba. Comi bastante.

Sentamos numa mesa, já ganhamos um brinde (caderno e caneta) e começamos a assistir as palestras. Teve o Igor do canal E-Foco, o pessoal da Board (startup de segurança) e várias outras. Foi muita informação pra lembrar de todas agora, mas tirei vários insights maneiros de lá.

Fiz um bom network também: conheci o Levi, da Intercâmbio World, e peguei contato da galera da Desk CRM. Depois disso, voltamos de Uber. No meio do caminho, na hora do almoço, ainda rodei as barraquinhas e ganhei brindes da IBM e da Logitech. Foi bem da hora.

Pra fechar

É isso por essa semana: bastidor cru, sem filtro, exatamente como a gente vive.

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Até semana que vem.
Cauan & Bruno